Durante muitos anos, a Znit funcionou como uma agência digital bastante parecida com outras boas agências do mercado. Tínhamos profissionais cuidando de estratégia, criação, sites, conteúdo, SEO, anúncios e atendimento.

A inteligência artificial começou a abrir outra possibilidade.

Algumas tarefas que ocupavam horas da equipe poderiam ser executadas de forma mais rápida e consistente por agentes especializados. Pesquisa de palavras-chave, acompanhamento de termos de busca, auditorias, linkagem de artigos, publicação de conteúdo e análise de dados são bons exemplos.

A partir daí começamos um projeto que cresceu bastante dentro da empresa.

Nasceu a Zimo, que hoje funciona como o braço de marketing da Znit e opera como uma agência híbrida, combinando profissionais de marketing com uma estrutura própria de agentes de inteligência artificial.

Antes de entrar nos bastidores do projeto, vale assistir ao vídeo que usamos para apresentar essa nova fase.

O que chamamos de uma agência híbrida

Desde o começo, nossa ideia com a Zimo nunca foi substituir uma equipe inteira por um chatbot.

Queríamos entender quais partes da rotina de uma agência poderiam ser executadas melhor por máquinas e quais continuavam dependendo de decisão, repertório e acompanhamento humano.

Existem trabalhos extremamente repetitivos dentro do marketing.

Uma conta de Google Ads pode ter centenas de termos para analisar. Um projeto de SEO precisa acompanhar páginas, palavras-chave, links e oportunidades constantemente. Um blog precisa pesquisar pautas, produzir conteúdo, revisar links e publicar. Uma ficha do Google Business precisa continuar recebendo atualizações.

Uma pessoa consegue fazer tudo isso. O problema aparece quando ela precisa repetir a mesma rotina todos os dias para dezenas de clientes.

É justamente aí que entram os agentes.

Eles trabalham com tarefas bem definidas, consultam dados, executam rotinas e entregam o resultado para outros agentes ou para um profissional da equipe. A estratégia continua tendo acompanhamento humano, enquanto boa parte da execução repetitiva passa a acontecer automaticamente.

Esse modelo permitiu montar dentro da Zimo estruturas que se parecem muito mais com pequenos departamentos do que com um único robô fazendo tudo.

Criamos equipes de agentes, cada uma com uma função

Um ponto importante do projeto foi abandonar a ideia de criar um “agente de marketing” genérico.

Marketing tem especialidades demais para funcionar assim.

Por isso, organizamos os agentes em estruturas com responsabilidades específicas e uma hierarquia própria.

Uma equipe dedicada a conteúdo, SEO e GEO

Na vertical de conteúdo, por exemplo, existe um Head de Conteúdo coordenando diferentes agentes.

Temos agente responsável pela estratégia editorial, redator focado em SEO e GEO, revisor, gerador de imagens e agentes responsáveis pela publicação e recuperação quando algum processo falha.

Cada um recebe uma tarefa menor e mais objetiva.

O estrategista define o que precisa ser produzido. O redator pesquisa e desenvolve o conteúdo. O revisor verifica qualidade, links e pontos de SEO. O gerador cria a imagem editorial. O publicador leva o material pronto para o WordPress.

Esse fluxo acontece continuamente.

Google Ads também ganhou seu próprio time de agentes

Na operação de Google Ads, criamos outra estrutura.

O Head de Google Ads coordena agentes especializados em pesquisa de palavras-chave, análise de termos e negativas, auditoria das campanhas e otimização de lances e orçamento.

Essa é uma área em que automação faz bastante sentido.

Uma campanha gera dados todos os dias. Surgem novos termos de pesquisa, palavras irrelevantes podem consumir verba, o custo das conversões varia e determinadas campanhas começam a apresentar comportamentos que precisam ser analisados.

Os agentes conseguem acompanhar essa movimentação com uma frequência difícil de manter em uma operação totalmente manual.

O gestor continua participando das decisões importantes. A diferença está na quantidade de informação que já chega organizada para ele.

O Google Business entrou na mesma estrutura

Também desenvolvemos agentes voltados ao Google Business, uma parte importante da presença local de vários clientes da Zimo.

Existe uma estrutura própria para publicação de conteúdo e acompanhamento de reputação.

Um dos agentes pode cuidar das publicações, enquanto outro acompanha avaliações e informações que precisam de atenção.

São pequenas rotinas quando vistas separadamente. Multiplicadas por vários clientes e executadas durante o ano inteiro, representam centenas de horas de trabalho operacional.

E o projeto continua crescendo

A estrutura atual já trabalha diretamente com Google Ads, SEO, GEO, produção de artigos e Google Business, mas estamos construindo outras verticais.

Os próximos passos incluem agentes para prospecção ativa, estruturas voltadas para redes sociais e uma integração cada vez maior com o CRM.

A ideia é que esses agentes consigam conversar entre si.

Um agente identifica uma oportunidade. Outro produz ou adapta o conteúdo. Os dados de uma campanha ajudam a orientar uma nova página. Um lead entra pelo site e passa a fazer parte do CRM. O histórico comercial volta a ajudar o marketing a entender quais canais estão gerando negócios de verdade.

É um projeto em evolução constante, e boa parte dessa evolução já pode ser vista dentro do próprio ecossistema da Zimo.

Um site com mais de 200 páginas

O site da Zimo também acabou se tornando um dos maiores projetos digitais que desenvolvemos internamente.

Hoje são mais de 200 páginas, entre páginas comerciais, conteúdos, landing pages, páginas específicas para diferentes segmentos e ferramentas próprias.

Essa quantidade tem relação direta com a estratégia.

Quem procura marketing para uma empresa de contabilidade tem problemas diferentes de quem administra uma empresa de segurança eletrônica. O mesmo vale para médicos, advogados, empresas de ar-condicionado, oficinas ou locadoras para festas.

Criar páginas específicas permite conversar melhor com cada mercado e, ao mesmo tempo, aumenta a quantidade de informações que Google e assistentes de IA conseguem encontrar sobre os assuntos em que queremos construir relevância.

O próprio site acabou virando um campo de testes para vários projetos que depois levamos aos clientes.

Ranking nas IAs: quem está sendo recomendado pelos assistentes?

Um dos projetos que nasceu dentro desse ecossistema é o Ranking nas IAs.

Com cada vez mais pessoas perguntando ao ChatGPT e a outros assistentes onde contratar um serviço, queríamos entender quais empresas já estavam aparecendo nessas respostas.

Criamos então um levantamento que mapeia empresas citadas pelas inteligências artificiais em diferentes segmentos e capitais brasileiras.

A proposta é bastante interessante porque cria uma fotografia desse novo tipo de busca.

Durante anos, uma empresa preocupada com presença digital olhava principalmente para a posição que ocupava no Google.

Agora existe outra pergunta na mesa:

quando alguém pede uma recomendação para uma inteligência artificial, quais empresas aparecem?

O ranking nos ajuda a estudar esse cenário e também serve como referência para o trabalho de GEO que desenvolvemos nos projetos da Zimo.

Raio-X: um diagnóstico técnico do site em poucos segundos

Outro projeto próprio é o Raio-X do Site.

Criamos a ferramenta para fazer uma análise bastante minuciosa de um endereço antes de começar um trabalho.

O Raio-X verifica pontos relacionados à estrutura técnica, SEO, desempenho, experiência no celular, rastreamento, conteúdo e preparo para mecanismos de busca baseados em inteligência artificial.

No final, o site recebe um diagnóstico e uma pontuação.

É uma ferramenta que usamos inclusive nos nossos próprios projetos.

Antes de discutir campanha ou começar a produzir dezenas de conteúdos, queremos saber se a base está funcionando. Um site lento, difícil de rastrear ou mal estruturado cria problemas que vão acompanhar toda a operação depois.

O Raio-X ajuda a encontrar esses pontos com muito mais rapidez.

Um blog que publica três artigos todos os dias

Talvez uma das demonstrações mais claras da capacidade dos agentes esteja no blog da Zimo.

Atualmente, o projeto publica três novos artigos por dia.

Só que existe bastante coisa acontecendo antes de um texto chegar ao ar.

Os temas passam por planejamento e pesquisa de palavras-chave. O conteúdo é desenvolvido com foco em SEO e GEO, recebe linkagem interna para outras páginas relevantes do site, passa por revisão, ganha imagem e depois é publicado no WordPress.

Boa parte desse processo é executada pelos agentes que mostramos anteriormente.

Esse volume seria difícil de sustentar manualmente durante meses sem montar uma equipe grande dedicada exclusivamente ao projeto.

Com os agentes, conseguimos manter uma operação editorial contínua e concentrar a participação humana em planejamento, critérios de qualidade, revisão da estratégia e decisões que realmente precisam de alguém olhando o contexto inteiro.

O blog também cumpre outra função importante para a Zimo. Cada artigo aumenta a quantidade de assuntos sobre os quais o site possui conteúdo próprio e ajuda a construir uma base maior para buscas no Google e consultas feitas aos assistentes de IA.

Uma apresentação que também virou produto digital

Até a forma de apresentar a Zimo ganhou um projeto próprio.

Criamos uma apresentação interativa para explicar de maneira simples como todo esse ecossistema funciona.

Em vez de entregar um PDF enorme ou fazer o cliente depender de uma reunião para compreender o serviço, a pessoa pode avançar pela apresentação e entender o caminho que vai da busca até a geração do lead.

É uma solução pequena perto da infraestrutura inteira da Zimo, mas representa bem a forma como estamos pensando os produtos digitais hoje.

Quando conseguimos transformar uma explicação repetitiva em uma experiência melhor, fazemos isso.

Painel Growth: onde a operação se encontra

Existe ainda uma peça central nesse projeto inteiro: o Painel Growth.

Ele foi desenvolvido como um plugin para WordPress e é instalado nos sites dos clientes.

É ali que queremos concentrar cada vez mais a operação.

O cliente consegue acompanhar os dados do site, resultados das campanhas, tráfego e leads. O painel também possui o CRM, permitindo organizar as oportunidades que chegam pelo marketing.

Nos bastidores, ele se comunica com a infraestrutura de agentes da Zimo.

Essa conexão é especialmente importante porque aproxima duas coisas que tradicionalmente ficam separadas dentro das agências: o que está sendo executado no marketing e o que está acontecendo comercialmente com os leads gerados.

Quanto mais essas informações conversam, melhores ficam as próximas decisões.

Se determinado serviço gera muitos acessos e poucos contatos, conseguimos investigar. Se uma campanha produz leads que avançam bem no CRM, aquela informação também tem valor. Se um conteúdo começa a trazer tráfego qualificado, podemos expandir aquela linha editorial.

O Painel Growth foi criado justamente para dar uma visão mais clara dessa operação.

A Zimo acabou virando muito mais do que um projeto de IA

Quando começamos a desenvolver agentes, o objetivo inicial era ganhar eficiência dentro da operação de marketing.

O projeto foi crescendo.

Foi preciso criar uma arquitetura para os agentes, conectá-los ao WordPress, desenvolver ferramentas, organizar dados, estruturar CRM, integrar APIs e pensar em como profissionais humanos acompanhariam tudo aquilo sem voltar para uma rotina cheia de tarefas manuais.

Nesse processo nasceu uma nova empresa dentro do ecossistema da Znit.

Hoje, a Zimo é nosso braço de marketing, enquanto a tecnologia desenvolvida pela Znit sustenta boa parte da operação por trás dela.

O projeto reúne algumas áreas em que trabalhamos há muitos anos, como sites, SEO e Google Ads, com uma camada de inteligência artificial que ainda estamos expandindo.

E talvez seja justamente essa a parte que mais gostamos neste case.

Ele ainda não terminou.

Novos agentes continuam entrando na estrutura, novas ferramentas estão sendo desenvolvidas e tarefas que hoje dependem de trabalho manual provavelmente serão incorporadas ao sistema nos próximos meses.

A Zimo nasceu como uma experiência interna de inteligência artificial e acabou se tornando uma nova maneira de a Znit pensar e executar marketing.